quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Quando soube que era mãe...
Era dia 13 de março de 2010, um sábado de verão. - Eu e o Eduardo eramos namorados há 7 meses. Tinhámos uma leve desconfiança, na verdade há muito tempo antes deste dia, até porque a data da concepção foi no carnaval, 3 semanas antes, mas sempre pensávamos: com a gente não acontece. Pura hipocresia - Então... a alguns dias me sentia diferente, o seio enorme, dolorido, pensei: Certo que vou ficar menstruada. Mas isso persistiu por mais 2 semanas do prazo ter estourado. Li na internet que para detectar se a menstruação estava chegando, o melhor seria preparar um café forte, forte, forte e ferver umas canelas em pau para dar gosto - gosto horrível diga-se de passagem -, pronto, fiz, tomei, quase vomitei, isso eram 10, 11 horas da manhã, passei mau, comecei a tremer, pensei de novo: Certo que vou ficar menstruada. Nesta hora aconteceu uma coisa ingraçada, que eu sempre conto dando risada quando alguém pergunta: Como é que foi quando tu descobriu? - a pergunta é direta e reta, porque eu consegui essa façanha em pleno século 21, em que camisinha se fala em qualquer esquina, na televisão, no rádio, nas redes sociais, até o governo distribui, eu tinha 18 anos, acabara de passar no vestibular, estava com a vida inteira pela frente pra desfrutar (ainda estou). - Logo que fiz o café, a vó - bisa célia da Duda, vó do Eduardo que está sempre com vontade de comer - entrou e disse: Dá um gole disso aí que tu ta tomando. E logo pensei: Puuuuuuuuutz, imagina se a vó fica menstruada? depois de setente e vários anos. Fiquei num pavor e disse: Não, não vó, nem sei se a senhora pode tomar isso. E saí correndo pro quarto. Horas passadas... E o mau estar piorava sempre mais, então eu pensei: quer saber? vou fazer um teste de farmácia, deve ser meu psicológico que está trancando a menstruação de descer (jura né). Pedi ao Eduardo que comprasse na farmácia em frente a casa dele, nos trancamos no banheiro, fiz xixi até nos dedos (muita gente já fez isso, aposto), foi o tempo de lavar as mãos, plin, duas listrinhas: Algúém já estava morando dentro de mim. Tensão no ar: PUTA QUE PARIU, eu tava grávida! Ficamos mudos por alguns segundos, saimos do banheiro a-pa-vo-ra-dos, liguei pra minha prima, a Simone, pra receber um conforto, sei lá, uma palavra de quem entendia disso, ela foi mãe mais jovem que eu, era da minha família, saberia me orientar, e soube, me deu um colo por telefone, falou coisas boas, e me desejou sorte. O tempo passou - as horas -, a noite a minha sogra chegou, e nós sentamos no pátio, nós três, eis que o Eduardo disse - sentado na porta, na rua - Bah Mãe, fudeu! - Como as coisas são né? essa ligação de mãe e filho eu só fui entender 9 meses depois. Acredite, ela entendeu na hora, e disse: Eu não acredito, vocês são brincadeira. Hoje ela diz que não pensou nela, pensou na gente, na nossa adolescencia que ia passar batida, nos compromissos que iamos ter.
Contar pra minha mãe, me rendeu um pouco de medo, não sabia do que ela era capaz, não que ela fosse me matar, mas da reação sabe, uma semana já tinha se passado, eu já pensava que ela sabia, me sentia super grávida, até barriga eu achava que tinha - que só foi aparecer com uns 4 meses -. Era vespera do aniversário da minha afilhada, a Yasmin, ela faria um aninho, filha da minha amiga Camila, que adivinha: foi mãe jovem. Eu estava cercada de exemplos, e assim mesmo... Dei o exame que tinha feito de sangue na segunda feira, pra ela ver, no início achou que eu estava brincando, mas depois - pela minha cara - viu uma cena se repetir na memória - ela também foi mãe jovem, com 17 anos - olhou para mim e o Eduardo e disse: bola pra frente, a vida tá aí, bem vindos ao mundo dos adultos. Senti um tapa, não queria decpcioná-la, eu estava me sentindo feliz embora todo aquele pavor, de cuidar de um bebê sózinha, dar mamá, trocar fraldas, eu sempre fiz isso bem, com meus primos, meu irmão, mas ia ser meu filho.
O restante dos 9 meses foram só alegrias, escolhemos os padrinhos, fizemos chá de panela, de fraldas, nos mudamos pra um lugar nosso, longe do aconchego da casa onde achávamos que passariámos a adolescencia, e quem sabe até aquela fase dos 20 aos 30, mas não, escolhemos outro caminho, nós que escolhemos, e assim foi.
Contar pra minha mãe, me rendeu um pouco de medo, não sabia do que ela era capaz, não que ela fosse me matar, mas da reação sabe, uma semana já tinha se passado, eu já pensava que ela sabia, me sentia super grávida, até barriga eu achava que tinha - que só foi aparecer com uns 4 meses -. Era vespera do aniversário da minha afilhada, a Yasmin, ela faria um aninho, filha da minha amiga Camila, que adivinha: foi mãe jovem. Eu estava cercada de exemplos, e assim mesmo... Dei o exame que tinha feito de sangue na segunda feira, pra ela ver, no início achou que eu estava brincando, mas depois - pela minha cara - viu uma cena se repetir na memória - ela também foi mãe jovem, com 17 anos - olhou para mim e o Eduardo e disse: bola pra frente, a vida tá aí, bem vindos ao mundo dos adultos. Senti um tapa, não queria decpcioná-la, eu estava me sentindo feliz embora todo aquele pavor, de cuidar de um bebê sózinha, dar mamá, trocar fraldas, eu sempre fiz isso bem, com meus primos, meu irmão, mas ia ser meu filho.
O restante dos 9 meses foram só alegrias, escolhemos os padrinhos, fizemos chá de panela, de fraldas, nos mudamos pra um lugar nosso, longe do aconchego da casa onde achávamos que passariámos a adolescencia, e quem sabe até aquela fase dos 20 aos 30, mas não, escolhemos outro caminho, nós que escolhemos, e assim foi.
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